Este é um espaço onde buscaremos aprender e contribuir para o seu desenvolvimento musical.
terça-feira, 7 de agosto de 2018
Dicas para uma boa voz
Beba água, regularmente, em temperatura ambiente, em pequenos goles. A água hidrata as pregas vocais;
Mantenha uma alimentação saudável e regular. Evite achocolatados e derivados do leite, principalmente quando for utilizar a voz , pois estes aumentam a secreção do trato vocal;
Evite café e bebidas gasosas (irritam a laringe);
Coma maçã – ela é adstringente, ou seja, limpa o trato vocal;
Na hora de acordar e levantar da cama espreguice e faça alongamentos para relaxar; Enquanto estiver falando, mantenha a postura do corpo sempre reta, no eixo,
porém relaxada, principalmente a cabeça;
Utilize alguns horários do seu dia para descansar e relaxar, tentando poupar a sua voz;
Quando você estiver com uma rouquidão por mais de 15 dias, procure um otorrinolaringologista e/ou um profissional em fonoaudiologia.
Erros Freqüentes:
Evite gritar ou falar com muita intensidade: sempre que possível procure se aproximar da pessoa para conversar. Evite competição sonora;
Pigarrear – essa ação provoca um forte atrito nas pregas vocais, irritando-as;
Evite a fala durante os exercícios físicos: qualquer exercício de esforço muscular junto com a fala irá provocar sobrecarga na musculatura da laringe;
Evite pastilhas refrescantes antes de cantar/falar. Estas geralmente têm efeito “anestésico” e você pode cometer abuso vocal sem se dar conta;
Evite falar em demasia em quadros gripais ou em crises alérgicas, pois o tecido que reveste a laringe está inchado e o atrito das pregas vocais durante a fala passa a ser de forte agressão.
Ingerir líquidos em temperaturas extremas, ou seja, muito gelado ou muito quente; alimentos e bebidas geladas também causam choque térmico, provocando muco e edema nas pregas vocais;
Evite usar roupas apertadas na altura do pescoço e na cintura, pois irá dificultar a livre movimentação da laringe e também a movimentação do diafragma;
Evite alimentos pesados e muito condimentados, pois além de provocar azia, má digestão e refluxo de secreções gástricas, dificulta também a movimentação livre do músculo diafragma, essencial para a respiração;
quinta-feira, 21 de junho de 2018
Cuidados com o microfone
Microfones dinâmicos
Os microfones
dinâmicos são os mais robustos e confiáveis de todos os microfones, o que
explica sua extrema popularidade. Dependendo do uso por parte do cantores,
esses microfones podem sofrer com torcidas no cabo, saliva e geralmente
acumulam muita sujeira. Por isso a melhor forma de manutenção desse tipo de
microfone é fazer uma boa limpeza periódica.
A limpeza começa
por desparafusar a grade externa e enxaguá-la com água. Um detergente neutro
ajuda a retirar sujeiras incrustadas e elimina odores. Se a sujeira for realmente
densa e endurecida, use uma escova de dente com cerdas macias para limpar a
grade.
Após a limpeza,
deixe a grade secar antes de recolocá-la no microfone. Seque-a com um secador
de cabelos em temperatura baixa ou deixe secar naturalmente na sombra. Evite
calor em excesso.
Se o microfone
não tiver uma grade removível, segure-o de cabeça para baixo e esfregue-o
suavemente com uma escova de dente de cerdas macias com água morna. Isso evita
que a água atinja as partes internas do microfone.
Se o microfone
estiver com mau cheiro, esfregue-o com uma escova de dente embebida em uma
solução diluída de enxaguante bucal e água. Certifique-se de segurar o
microfone de cabeça para baixo ao fazer isso. Nunca pulverize desinfetante ou
qualquer agente de limpeza na cabeça do microfone, pois ele penetrará na grade
e possivelmente danificará o microfone.
Microfones condensadores
Os microfones
condensadores são mais frágeis que as dinâmicos. Eles nunca devem ser
derrubados ou usados chacoalhados, e não devem ser expostos a calor excessivo
ou frio extremo. Evite vibrações excessivas e umidade.
É uma boa ideia
usar um saco plástico para cobrir os microfones quando eles não estiverem em
uso. Esses sacos impedirão que partículas de poeira e outras sujeiras se
instalem na cápsula do microfone. Sempre ensaque o microfone antes de
guardá-lo.
Use um filtro ao
usar o microfone. Ele interceptará a névoa de saliva de um cantor e evitará que
ela danifique o diafragma do microfone. O filtro também impedirá que a cápsula
eletricamente carregada atraia partículas suspensas no ar.
Uma cápsula
contaminada acabará afetando as frequências altas. Isso pode causar ruído ou
fazer o microfone desligar completamente. Também é aconselhável manter uma
distância mínima de 15 centímetros entre a boca e o microfone.
Sempre conecte o
cabo da fonte de alimentação a um microfone condensador de tubo antes de ligar
a fonte de alimentação. O choque de tensão de uma fonte de alimentação ativa ou
“hot plugging” pode danificar o tubo de um microfone. Além disso, use um
estabilizador de voltagem.
Vale a pena investir em cabos de instrumento?
Há muitos músicos
que não entendem a importância que o cabo tem no resultado final do som. É
muito comum ver pessoas investindo fortunas em guitarras e amps, mas na hora de
comprar os cabos, os músicos costumam
não levar em consideração que a sua qualidade está diretamente ligada ao som
que eles vão conseguir tirar, e acabam comprando cabos de marcas
desconhecidas, que são mais baratas e, consequentemente, piores.
Nesse
artigo, vamos falar sobre as
principais características dos cabos, que realmente podem fazem
diferença para seu som.
A construção dos cabos
Vamos ver
agora como os cabos são fabricados, quais os elementos que dão qualidade ao
acessório e no que devemos prestar atenção na hora de comprar um.
·
Condutor: É um fio
de cobre que é responsável por conduzir as frequências, ou seja, o som.
·
Isolamento: É a
parte responsável por isolar o fio de cobre (condutor). Ele não só protege o
som, mas também o próprio guitarrista. Normalmente, eles são feitos de
materiais termoendurecidos (borracha e neoprene) ou termoplásticos (polietileno
e polipropileno). Esse isolamento ainda pode ser coberto por outra camada de
cobre.
·
Revestimento Externo: É a
parte que você tem contato com o cabo. Eles podem ser feitos de vários
materiais, mas normalmente são de plástico ou emborrachados.
·
Conectores: São
popularmente conhecidos entre os guitarristas como plug. É a parte do cabo que
conecta o instrumento e o amplificador.
·
Cuidado com os ruídos
Todo cabo está sujeito às interferências externas, geralmente
ligadas à eletricidade. Sim, a eletricidade causa interferências, o que você
vai notar como um ruído.
O nível de ruído está diretamente ligado à blindagem do condutor, ou seja,
à qualidade do isolamento do fio de cobre. Por isso, os melhores cabos, aqueles
que você não consegue identificar ruídos, são um pouco mais caros.
Todos os cabos fazem diferença
Se você
usa pedais de efeito, vai precisar ter alguns cabos. Uns menores, outros
maiores, contudo, não adianta investir
em apenas um cabo e economizar nos outros, haja vista que a qualidade de seu som vai depender da
qualidade de todos os cabos. Por isso, por mais caro que possa parecer,
vale a pena comprar todos os cabos de qualidade.
Trabalho em grupo
O trabalho em grupo
O aprendizado individual é imprescindível para o
desempenho dos músicos durante as performances. Contudo, o trabalho em grupo é
que deve se sobressair na hora de executar os louvores.
Vamos ver então alguns aspectos que devem fazer
parte do trabalho coletivo.
Ensaio:
É a parte mais importante do trabalho coletivo.
Durante o ensaio se define a tonalidade dos cantos, a quantidade de repetições,
quem canta, a separação das vozes, entre outros. O ensaio deve ser um momento
de prática coletiva onde se corrigem erros e se define como a canção será
executada no culto.
Qualquer mudança na
estrutura da música deve ser definida no ensaio e praticada varias vezes até
que todos estejam habituados.
Para que seja eficaz
o ensaio é preciso que algumas questões estejam bem definidas como:
# Quantidade: Sabemos que
quanto mais ensaiamos melhor é a nossa performance. Contudo, como nem todos
dispõe de tempo necessário devemos definir um mínimo de duas horas semanais
para os ensaios;
# Etapas: É imprescindível definir algumas etapas para otimizar o
tempo de ensaio podendo-se seguir o seguinte esquema:
1.
Ouvir a música em grupo para fazer apontamentos,
definir alterações, repetições,etc. Para este momento é importante que todos
tenham ouvido anteriormente a canção e tenham em mão a letra para as anotações;
2. Ensaio
separado de instrumentistas e cantores. Nesse momento os cantores vão definir o
vocalista principal, ensaiar a divisão das vozes e os backing vocals caso seja
necessário. Já os instrumentistas devem acertar a introdução, conferir a
harmonia, treinar solos e interlúdios, acertar o final da canção;
3.
Ensaio com todo o grupo;
-# Dia e horário: Como cada congregação tem
sua agenda semanal, os dias e horários de ensaio devem se adaptar a essa agenda.
Contudo, o inicio da semana sempre é melhor, pois é possível nos lembrarmos de
eventuais discrepâncias ocorridas no culto e corrigi-las.
O ensaio no dia do culto deve ser
evitado, pois o trabalho muitas vezes é cansativo e desgastante. Deste modo, se
ocorrer pouco antes da celebração os músicos, (principalmente os cantores)
estarão cansados e sobrecarregados.
Entrosamento:
Quanto mais os músicos tocam junto, mais entrosados
ficam. O entrosamento é fruto de muito trabalho repetitivo, ensaio e ações
combinadas.
À medida que o grupo
vai se entrosando, a segurança na execução das músicas vai aumentando e,
consequentemente, diminuem muito os erros.
Estudo musical:
Imprescindível é para o músico o estudo diário.
Quanto mais estudamos e praticamos, melhor desempenhamos nossa função e mais
podemos ajudar o grupo.
O estudo constante
nos permite identificar nossas limitações e superá-las com o treinamento
adequado.
Há certos aspectos
que todo músico precisa compreender para que seu trabalho flua de acordo com o
esperado e seu estudo diário seja bem direcionado. Vejamos alguns deles:
#
Conhecer bem seu instrumento;
#
Saber executar a manutenção;
#
Saber função que desempenha no grupo (melodia,
harmonia, ritmo);
#
Ter acesso a material didático de qualidade;
#
Estudar elementos práticos e teóricos;
#
Separar tempo diário para estudo;
#
Praticar o que foi ensaiado com o grupo;
Como dissemos, estes são apenas alguns dos muitos
aspectos a serem desenvolvidos nos estudos diários.
Quem canta:
É muito importante
definir quem canta cada louvor. O grupo pode ter um ou dois cantores principais
para todos os cantos, ou até mesmo vários cantores para dividir a função.
Porém, é preciso
definir uma voz principal para cada canto, cabendo aos demais as vozes
auxiliares (2ª voz, 3ª voz, quando houver necessidade) e os backing vocals.
Cabe ao cantor
principal definir a tonalidade da música, seu início e o número de repetições.
Poluição sonora:
Tirar uma música,
acertar uma cifra, corrigir um vocal, conferir um arranjo, afinar o
instrumento, etc., são tarefas que exigem muita atenção e concentração. Assim, nesses
momentos é imprescindível que haja silêncio por parte dos músicos para que tais
tarefas não se tornem estressantes.
A regulagem dos
instrumentos e o aquecimento dos músicos devem acontecer antes do inicio do
ensaio, assim ganhamos tempo e o ensaio se torna mais produtivo.
Volume:
Ao ouvirmos uma
música gravada profissionalmente, podemos perceber que os instrumentos têm
intensidade (volume) semelhante, sobressaindo-se algum no momento de um solo ou
um arranjo.
Sendo assim, precisamos
aprender a controlar o volume de nosso instrumento para que não se sobressaia o
tempo todo, prejudicando os demais. Além disso, devemos nos lembrar que o mais
importante no louvor é a letra, portanto, a voz sempre deve aparecer com mais
nitidez.
Dinâmica:
A dinâmica está relacionada à força que aplicamos ao
som ampliando assim sua intensidade. Sem dinâmica, a música começa e termina na
mesma intensidade, perdendo em qualidade e ficando sem “movimento”.
Menos é mais:
Imaginem um momento de oração em que precisamos tocar
suavemente uma melodia para criar um ambiente propício para a introspecção.
Bem, se neste momento todos os músicos resolverem tocar um arranjo ou solo ao
mesmo tempo, teremos uma confusão sonora e, ao invés de contribuir, estaremos
atrapalhando a congregação.
Portanto, será bem
mais eficaz se definirmos um instrumento para o arranjo neste momento, ficando
os outros responsáveis pela harmonia.
Repertório:
A música na igreja tem várias funções como louvar a
Deus, celebrar, trazer reflexão, ensinar a palavra, promover comunhão, ensinar
uma doutrina, etc.. Sendo assim, o repertório deve ser escolhido e os cânticos
executados com coerência, sabendo-se de antemão qual sua finalidade.
Devemos ter em mente
que nem toda música tocada na igreja é de louvor a Deus, haja vista que louvar
significa elogiar, engrandecer os atributos de Deus e honrá-lo como ele merece.
Portanto as músicas cujas letras demonstram tais características são louvores,
sendo as demais caracterizadas de modo diferente.
Também devemos nos
lembrar que a congregação não participa dos ensaios, portanto seu contato com
as músicas se dá apenas no culto. Assim as músicas precisam ser tocadas em
vários cultos antes de apresentar uma música nova, para que a congregação se
habitue.
Vale ressaltar também
que a congregação é formada por pessoas de faixa etárias diversas e que,
portanto, têm gosto e percepção musical diferentes. Assim, deve haver
equilíbrio na escolha do repertório para que as pessoas se sintam à vontade
durante o período de louvor.
quarta-feira, 6 de junho de 2018
Conselhos para grupos de louvor
A vaidade é algo comum em todo ser humano, mas, gostaríamos, com esse texto, chamar a atenção dos músicos: instrumentistas e cantores. Esta é uma categoria que tem ganhado muita notoriedade com o boom da música gospel e vem moldando a forma de cultuar da Igreja. Anteriormente, a congregação cantava embalada por hinários e um organista. Isto foi mudando e após a revolucionária década de 1960 a sonoridade pop invadiu as liturgias, com isso boa parte das igrejas aderiu ao que chamamos de “liturgia contemporânea”.
Embora gostemos das letras contidas nos hinários, pois teologicamente
são bem robustas, não desprezamos a musicalidade de nossa época. Os louvores
podem sim ter uma melodia que comportem serem tocadas por instrumentos como
guitarra, bateria e baixo. Quanto a isso, não há nada de errado em si. O foco
importante deve estar no comportamento do grupo de louvor e, sobretudo, no
conteúdo daquilo que se canta. Fica a pergunta no ar: Os louvores
contemporâneos são bíblicos?
Todos os
cantores e instrumentistas que compõem os grupos de louvor devem saber
exatamente o que significa louvar a Deus, e porque isso é parte importante no
culto. Em Efésios
5.19, o apóstolo Paulo vai citar os elementos de culto
e lá estão listados hinos e cânticos espirituais. Este é o respaldo bíblico
para que a música seja parte importante no ajuntamento dos remidos para adorar
ao Deus verdadeiro (durante a reforma do século 16, alguns teólogos eram contra
as músicas executadas nos cultos). Portanto, é necessário entender que o
objetivo do louvor não é demonstrar técnica exuberante e nem chamar a atenção
da igreja a um determinado instrumento ou cantor. O objetivo do período de louvor
é a glória de Deus.
Tendo este
pressuposto bem definido (o louvor é para glorificarmos a Deus), gostaríamos de
elencar alguns conselhos práticos para que os grupos de louvor pudessem se
apresentar sem querer roubar a glória de Deus. Um princípio joanino deve vir
sempre à mente quando o assunto é louvor e adoração: “É necessário que ele cresça e que eu diminua” (João 3.30). Agora vamos aos pontos, que formam sete conselhos bem
práticos:
I) Cantem as Escrituras: Pegando
carona no nome do blog, aconselhamos aos grupos de louvor que organizem o
repertório com músicas que mostrem claramente passagens bíblicas. Algo precioso
da herança reformada é o princípio de que temos que ler a Bíblia, orar a
Bíblia, pregar a Bíblia, cantar a Bíblia e viver a Bíblia. Se ela é nossa fonte
suprema de sabedoria, o livro da revelação que nos alimenta espiritualmente, o
retrato de Cristo (pois aponta para ele) e nosso guia prático, então porque
cantar letras derivadas de outros mananciais? Chega de tanto humanismo e
psicologia barata que fala que “você é campeão e vencedor”. Paremos com esses
“hinos” que amaciam nosso ego e que não tem respaldo na Palavra. Embasemos
nossas canções na Sagrada Escritura. Isto agrada a Deus.
II) Não molde o repertório ao gosto pessoal: O culto é determinado por Deus e não está ao bel prazer do grupo
de músicos. Deus o instituiu para ser comunitário. A Igreja é quem louva
e não o grupo de louvor sozinho. Lembrem que a congregação é multi-geracional,
isto é, tem diversas gerações: idosos, adultos, jovens, adolescentes e
crianças. Temos visto que o estilo de música mais atraente para o público jovem
tem dominado as listas de canções nos cultos. Lembrem que, na igreja, nem todo
mundo é fã de solos de guitarra e gritos ensurdecedores. Parem de tocar músicas
de aulas de aeróbica. Não desprezem os antigos hinos, toque-os alternando-os
com hinos mais recentes. E não se esqueçam da importância do nosso primeiro
item, que é cantar a Bíblia.
III) Abaixem o volume e evitem o estrelato: Como dito acima, o culto é comunitário. A igreja canta junto numa
só voz. A maioria esmagadora dos grupos de louvor cobre a voz da congregação
devido ao alto volume do seu som amplificado. É preciso ter sensibilidade e
evitar o exibicionismo. A congregação também encontra dificuldades quando a
música escolhida tem um tom muito elevado, onde apenas o cantor consegue
alcançar as notas. Ademais, quando um músico toca em uma apresentação fora da
igreja, ele está apresentando sua arte, em muitos casos deve realmente
demonstrar técnica e virtuosismo instrumental, mas, no culto solene o objetivo
não é esse, é apenas acompanhar a melodia e conduzir o povo a louvar a Deus.
Conduzir o louvor – e não se apresentar – é o propósito. Entendeu?
IV) Não queiram ser os mais importantes no culto: Como foi frisado, o momento de louvor é para a igreja cantar ao
Senhor. Sendo assim, não é o momento para orações extensas e pregações no meio
da música. A pregação será realizada pelo pastor. A música na igreja não pode
ofuscar a pregação. Em muitos lugares temos de quinze à vinte minutos de
pregação e quase duas horas de música. Nesse caso, tanto o pastor como os
músicos devem ter ciência que estão em desobediência a Palavra de Deus e
invalidando a pregação do evangelho. A música comunica o evangelho, mas, a
pregação foi o meio criado por Deus para que os homens creiam e se arrependam
dos seus pecados. Não se pode reposicionar a música no lugar da pregação. E
também, o momento do louvor não prepara o coração da igreja para a pregação,
quem prepara a igreja para o momento da exposição da Palavra é o Espirito
Santo. Não acredite que o momento do louvor é mais importante no culto, pois
não é. A pregação é o momento que Deus fala com sua igreja. A pregação foi
determinada por Deus como meio de transmissão de sua poderosa graça, pois nela,
a Escritura é exposta e por meio da exposição bíblica o Espírito Santo age
convertendo corações. Tenham cuidado para não negligenciar aquilo que Deus deu
importância no seu culto.
V) Zelem por uma boa conduta: Os
músicos cristãos devem ter uma vida piedosa, santa e não escandalosa e ímpia
como acontece em alguns casos. Tocar na igreja não pode ser um passatempo, mas,
um exercício piedoso. Componentes carnais, insubordinados ou estrelas devem se
arrepender ou então serem afastados de seus afazeres nas atividades musicais na
igreja. Os músicos cristãos devem reger suas atividades diárias pela Escritura
Sagrada. Devem ler a Bíblia, amar a Palavra de Deus. O momento de louvor não é
um show, aqueles que cantam e tocam na igreja devem saber que sua presença a
frente da congregação é algo de responsabilidade para com Deus e não para
inflar o ego. Por isso deve-se atentar também até para o tipo de roupa do
grupo. Mulheres com roupas extremamente apertadas e sensuais, ou homens da
mesma forma amantes de si mesmo e da sensualidade não podem estar a frente
desse momento solene no culto.
VI) Dediquem-se a música com esmero: Os
músicos crentes devem estudar seu instrumento (isso inclui a voz) de forma
excelente. Devem ser bons músicos, pois estão fazendo para glória de Deus.
Certa feita, um sapateiro perguntou para Lutero o que deveria fazer para
agradar a Deus. O Reformador lhe respondeu dizendo que ele deveria cuidar dos
sapatos de maneira caprichada, assim, poderia até “engraxar sapatos para o
louvor do SENHOR Deus”. Os músicos cristãos devem ter boa técnica e conhecer os
mais variados gêneros musicais, devem ser exímios conhecedores de sua arte.
Deus é o autor de todas as coisas. O grande artista que fez o homem a Sua
imagem e semelhança, dotando o ser humano com vários dons. A música é um dom
divino e precisa ser executada e desenvolvida com uma mentalidade reverente. O compositor
erudito Johann Sebastian Bach entendeu isso. Ele compôs suas sinfonias dando o
máximo de si e ao final de cada partitura colocava a sigla S.D.G. (Só a Deus
Glória, do latim Soli Deo
Gloria).
VII) Envolvam-se com a Igreja: “Meu ministério é tocar/cantar”. Esta é uma frase comum, todavia enganosa. Cantar ou tocar um
instrumento é um dom que pode ser colocado a serviço da igreja, todavia,
ministério é algo que é indispensável. Vamos tornar mais claro: A igreja
sobrevive sem guitarra ou sem bateria. A igreja ainda será igreja mesmo sem a
voz aveludada de um cantor talentoso. Todavia, a igreja não pode deixar de lado
a pregação do evangelho, o discipulado, a administração dos sacramentos e o
diaconato. Logo, envolvam-se para além da música e sirvam num ministério, seja
ele de ensino, de evangelismo ou de ação social. Não limitem a vida cristã aos
ensaios para os cultos. Ser um discípulo de Cristo deve ultrapassar – e muito –
a esfera da musicalidade.
Bem, aqui
finalizamos na expectativa que tais conselhos ajudem a todos os que trabalham
com a música nas congregações. Falamos como irmãos em Cristo, e membros que
amam a Igreja do SENHOR, valorizando o culto comunitário como sendo uma fonte
vigorosa que nos incentiva no caminho do Evangelho.
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Posted by Thomas Magnum | 7/jul/2016 | Artigos , Líder de Louvor , Ministério A vaidade é algo comum em todo ser humano, mas...
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